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Rubéola


A rubéola é uma doença infecciosa, geralmente benigna, causada pelo vírus togavírus com genoma de RNA (rubivírus). É transmitida por via respiratória pela tosse e espirros, pela saliva, secreções nasais e pela via sanguínea da mulher grávida para o feto.
É considerada uma doença de infância porque a maioria das pessoas contrai a rubéola nessa idade. A pessoa tem rubéola uma vez, o organismo infectado cria anticorpos que a protegem de outro ataque, tornando-a imune à doença.

Rubivírus

 
Sinais e sintomas

Nos primeiros dias apresenta:     
  • Mal-estar geral;
  • Inflamação dos gânglios do pescoço;
  • Febre;
  • Dores nos músculos e articulações;
  • Cefaleias (dor de cabeça) e corrimento nasal;
  • Rash cutâneo (manchas vermelhas na pele) surge mais tarde. A erupção começa na cara e pescoço espalhando-se de seguida para o tronco, braços e pernas, desaparecendo ao fim de 3 dias. Também podem surgir manchas vermelhas no céu-da-boca; 
  • Nos adultos pode ocorrer, raramente, inflamação nas articulações (artrite).


Diagnóstico

Os sinais e sintomas são semelhantes a outras viroses, pelo que o diagnóstico não é fácil.
O médico observa as características do rash cutâneo e verifica os sinais e sintomas descritos pelo doente. Em caso de dúvida ou para despiste de outras doenças, o médico pode achar necessário a realização de análises sanguíneas.


Tratamento

Não há tratamento antiviral específico para a rubéola, pois o próprio organismo produz anticorpos que, alguns dias depois, promovem a cura e imunizam o doente para sempre.
Pode ser necessária medicação para a febre e dores (analgésicos como o paracetamol).
Se houver complicações, o médico tem que actuar de acordo com a sintomatologia e evolução da doença.


Prevenção

A prevenção é feita através da vacinação, na qual o vírus é introduzido no corpo sob uma forma atenuada, não sendo capaz de desencadear a infecção, mas suficiente para levar o organismo a produzir anticorpos.
As mulheres devem fazer análises sanguíneas antes de engravidar para confirmar o grau de imunidade à rubéola. Se as análises forem negativas, devem ser vacinadas e devem evitar a gravidez até ao mês seguinte à vacinação.
Todas as mulheres grávidas não imunes devem evitar o contacto com estes doentes, principalmente nos primeiros meses de gestação, porque os vírus podem causar aborto, morte fetal, parto prematuro e malformações congénitas (como cataratas e surdez). Durante a gravidez não podem ser vacinadas.
Todas as crianças e adultos devem ficar afastados de outras pessoas durante o período da doença (cerca de 12 a 19 dias).

 


Bibliografia: